terça-feira, 25 de julho de 2017

Currículo na alfabetização


Antes de uma abordagem mais profunda do currículo na alfabetização é imprescindível que falamos o que é o currículo.
O currículo são ações planejadas e organizadas pela escola e é feita em grupos ou individuais dentro ou fora da escola, descreve as habilidades, desempenhos, atitudes e valores que os alunos deverão aprender com a escolaridade, ele inclui o conteúdo utilizado (o programa) os métodos utilizados (estratégias) e outros aspectos com normas e valores, que se relacionem como a forma que a escola está organizada. Com a utilização de novas tecnologias para facilitar o aprendizado das crianças.
Como diz Chartier (2000), “as mudanças nas práticas de ensino, seria as alterações nos conteúdos, a serem ensinados”, podemos citar as transformações do trabalho pedagógico, as diferentes formas de alfabetizar, o ensino da leitura e da escrita com o desenvolvimento em várias áreas socioeconômicas, na organização escolar e na utilização de novos materiais.
As mudanças nas práticas de escolarização, com outras áreas do conhecimento se relacionam a mudanças curriculares, como apontados por Moreira e Silva (1994), o currículo não como conteúdo que é transmitido e absorvido, mas como um veículo a meio de tensões, se produz e reproduz a cultura.
Moreira e Candau (2007) referem-se ao currículo como: “experiências escolares que se desdobram em torno do conhecimento, em meio a relações sociais e que contribuem para a construção das identidades de nossos (as) estudantes”. (pág 18).


 Um pouco da história dos métodos de alfabetização

Em 1980, houve uma discussão sobre as práticas de alfabetização, quais seriam os métodos mais eficazes que envolvia os métodos sintéticos, analíticos e analíticos sintéticos, como ponto de partida no ensino da leitura e da escrita esses métodos se diferenciavam entre si, mas se pareciam em alguns aspectos, todos se baseiam na codificação e na decodificação, das unidades mais fáceis para as mais difíceis.
Partindo da concepção de que os professores transmitiam os conteúdos e os alunos ouviam, colocando-os em posição de “recebedor” de algo já pronto. Eram utilizadas as cartilhas, que eram como livros didáticos, nos métodos analíticos ou sintéticos, a criança deveria ter uma prontidão, que seria o desenvolvimento das habilidades, perspectiva e motoras, que era desenvolvido nos primeiros meses da 1°serie. O trabalho com a linguagem era o desenvolvimento da coordenação motora, visual e auditiva, os exercícios envolvia identificação de traçados e letras, silabas isoladas, nesse contexto a leitura e a escrita eram evitadas.
Na 1° serie (1° ano de ensino fundamental de oito anos), os alunos aprendiam as letras/ fonemas/silabas, por meio de memorização, que possibilitaria ler palavras, pois tinham uma concepção que todos aprendiam igual com a mesma sequência da cartilha, os professores seguiam a risca, garantindo que todos saíssem alfabetizados, os textos eram artificiais e não condiziam com o que os alunos conviviam fora da escola.
Em meados de 1970, o fracasso escolar foi muito discutido, acreditavam que pela democratização do acesso a escola para alunos desfavorecidos socialmente, fosse o motivo pelo fracasso escolar devido à incapacidade desses alunos.
Mudavam-se as cartilhas, mas continuavam com o ensino pautado ao aprendizado do código escrito, sem o uso social da leitura e da escrita, os alunos passavam o tempo todo lendo e escrevendo palavras e textos, com atividades repetitivas e não tinham evolução na aprendizagem, as crianças que acertavam as atividades eram valorizadas, e os que erravam e concluíam o ano sem o domínio do código escrito, só engrossavam as estatísticas, cada vez mais abandonando escolas, sendo excluídos no seu direito de aprendizagem da escrita e leitura, também esses alunos que não aprendiam eram excluídos e colocados em salas com crianças com deficiências. Devido a essas exclusões, a partir de 1980 as temáticas de exclusão e inclusão começaram a ganhar força. A nova constituição de 1988 apresenta em seu art° 205: “A educação como direito de todos”.
Deixando para trás todo o contexto histórico escolar de atender apenas uma parcela da população, direcionando uma sala de aula homogênea, a partir da nova constituição seguiríamos um novo conceito de inclusão, uma escola para todos. A partir de 1990, foram abrangendo leis de inclusão, novas interpretações de desigualdades, bem como o acesso a serviços e bens as camadas mais populares.
Podemos citar um documento que constitui o marco da educação inclusiva, que foi a declaração de Salamanca, durante a conferência de educação especial que afirma, o direito a educação a todos os indivíduos, a igualdade de oportunidade ás pessoas com deficiências e a promoção ao acesso a educação para a maioria das pessoas que apresentem necessidades especiais (NEE), nesse documento reconhecem que as aprendizagens são únicas, cada aluno possui características, habilidades e interesses diferentes.
  
Um novo currículo

Vendo que os alunos não são iguais e que cada um tem suas peculiaridades, por esse motivo Moreira e Candau, afirma que:
“Insistimos, inicialmente na necessidade de uma nova postura, por parte dos professores e dos gestores, no esforço por construir currículos culturalmente orientados. Propomos, a seguir, que rescrevam os conhecimentos escolares, que se evidencie e ancoragem social desses conhecimentos, bem como se transforme a escola e o currículo em espaços de critica cultural, de diálogo e desenvolvimento de pesquisas. Esperamos que nossos princípios possa nortear a escolha de nossos conteúdos, a adoção de novos procedimentos e o estabelecimento de novas relações na escola e na sala de aula”.
Os métodos analíticos e sintéticos foram muito criticados na década de 1980, pois muitas crianças não conseguiam aprender, e acabavam repetindo a 1° serie, foram muito criticados, á luz das teorias do construtivista e interacionista de ensino (em geral), e da língua (em Particular).
No campo de alfabetização Emília Ferreiro e Ana Teberosky, influenciaram para novas práticas de alfabetização, trazendo a psicogênese da língua escrita, mostrando que a escrita não era um código e não seria aprendido a partir de memorização e repetição, elas notaram por meio de pesquisas, na apropriação do sistema de língua escrita alfabética, os alunos precisavam entender como isso funciona. Visando a psicogênese da língua escrita de Emília Ferreiro, mostra a importância de conhecer o nível do desenvolvimento de cada aluno para poder orientar a aprendizagem, e isso era adquirido pelas hipóteses da língua alfabética. A partir dos anos 90, vendo a importância dos usos da escrita e da leitura com atividades significativas, surge um novo conceito de alfabetização: o letramento que é a leitura social, o reconhecimento de letras e figuras, os conhecimentos prévios dos alunos. Desse modo a uma nova concepção do currículo na alfabetização.
“Currículo é uma construção social do conhecimento, pressupondo a sistematização dos meios para que esta construção se efetive; a transmissão dos conhecimentos historicamente produzidos e as formas de assimilá-los, portanto, produção, transmissão e assimilação são processos que compõem uma metodologia de construção coletiva do conhecimento escolar, ou seja, o currículo propriamente dito.” (VEIGA, 2002, p.7)
            O resultado desta “nova organização” do currículo, fez com que os projetos políticos pedagógicos desenvolvidos pelas escolas, sofressem mudanças teóricas, fazendo com que o corpo docente de cada instituição tenha maior embasamento teórico para desenvolvê-lo. Atualmente a fundamentação do currículo em cada escola, se da de forma fragmentada e hierárquica, onde primeiramente são ensinados os conteúdos de maior importância e depois os de “menor” importância, levando em consideração o tempo para que todas sejam exploradas da melhor forma.
            A organização do currículo deve ser interdisciplinar assegurando sempre a comunicação entre todas as áreas do conhecimento. Porém muitas vezes em sala de aula são explorados conteúdos cotidianos, aos quais nem sempre são especificados ou inclusos nos planejamentos, esses conteúdos abordados fora do planejamento, levam em consideração o conhecimento de mundo da criança. Portanto esses conteúdos abordados de forma sutil e livre chamam-se: currículo oculto.
            O currículo oculto refere-se à abordagem de conteúdos que tratam de temas transversais, que consideram os conhecimentos prévios que o aluno já trás consigo, visando o desenvolvimento global do aluno. O professor e todo o grupo docente devem estar preparados, para lidar com temas que surgirem através de duvidas e discussões dentro da sala de aula, promovendo então debates e discussões que façam com que os alunos dividam seus conhecimentos e se expressem de uma forma ampla e critica.
 “a abordagem a partir do currículo real e da experiência de vida tem consequências enormes quanto ao papel do professor”, pois, “se ensinamos o ‘que somos’, segundo uma fórmula que convém tanto à educação quanto à sociedade, o primeiro recurso da escola 'seria o grau de cidadania dos professores”.  (PERRENOUD, 2005)

  
Referencias Bibliográficas

Cultura Africana

DANÇAS AFRICANAS
HISTÓRIA E SUAS INFLUÊNCIAS

Sabe-se que desde a invasão dos colonizadores, a partir do século XIV e XV em África, tudo sofreu alterações desde os nomes usados até à própria civilização isto devido à permanência dos colonos desde essa data até aos nossos dias, com a entrada de outras culturas.

SEMBA
Designa-se por “Semba” uma das danças e géneros musicais mais populares de Angola, que surgiu no país durante os anos 50 e 60, começando tradicionalmente com danças de salão urbanas. Há quem defenda que este produto cultural, genuinamente angolano, tenha sido conduzido durante o século XVI, pelos escravos, para se fixar no Brasil e nas Caraíbas.
Etimologicamente, “Semba” significa “umbigada” em quimbundo - língua de Angola, no entanto, tem vários outros significados adjacentes ao mesmo, como: batuque, dança de roda, lundu, chula, maxixe, batucada e partido alto, entre outros, muitos deles convivendo simultaneamente.
Sendo considerado como a língua de Angola, o “Semba” deu origem a vários outros estilos como o samba brasileiro, a kizomba, e até o kuduro. É tocado em praticamente todos os eventos sociais em Angola, desde óbitos, festas, discotecas, e é versátil na forma como pode abordar uma história, uma anedota ou mesmo um lamento.
A dança é caracterizada por movimentos que implicam o encontro do corpo do homem com o da mulher ou, mais precisamente, no choque entre ambos. Dançada a pares, com passadas distintas, o “Semba” depende muito da improvisação dos que o dançam e tem a capacidade de atingir várias gerações.
Em termos musicais, é um estilo que depende do processo complexo de fusão e transposição - sobretudo da guitarra – e de segmentos rítmicos diversos assentes na percussão, o elemento base das culturas africanas.



KABETUBA
É uma dança carnavalesca da região do Bengo, exibida em saracoteios bastante rápidos seguidos de alguns saltos acrobáticos, os bailarinos apresentam-se vestidos de camisolas interior, normalmente brancas, ou de tronco nu de duas Ponda saia feita de lenços de cabeça em estilo retângula fixada por uma Ponda (cinta vermelha ou preta), amarrando um lenço na cabeça e outro no pulso, utilizando também um apito para a marcação da cadência rítmica do "comandante".




REBITA
É um gênero de música e dança de salão angolano que demonstra a vaidade dos cavalheiros e o adorno das damas. Dançada em pares em coreografias coordenadas pelo chefe da roda, executam gestos de generosidades gesticulando a leve cidade das suas damas, marcando o compasso do passo da massemba . O charme dos cavalheiros e a vaidade das damas são notórios; enquanto dança se vai desenvolvendo no salão as trocas de olhares e os sorrisos entre o par são freqüentes. É dançada em marcação de dois tempos, através da melodia da música e o ritmo dos instrumentos.


KAZUKUTA
É a dança por excelência que é de sapateado lento, seguido de oscilações corporais, firmando-se o bailarino, ora no calcanhar, ora na ponta dos pés, apoiando-se sobre uma bengala ou guarda-chuva. Os tocadores usam instrumentos como latas, dikanzas, garrafas, arcos de barril e, para algumas variações rítmicas, a corneta de latão e caixa corneta. Os bailarinos trajam-se de calças listadas e casacas devidamente ornamentadas, representando alguns postos do exército, cobrindo o rosto com uma máscara, representando alguns animais, para melhor caricaturar jocosamente o inimigo (o opressor).



KUDURO
Estilo de música e dança Angolana.
Dança recreativa de exibição individual ou em grupo.
Fusão da música batida, com estilos tipicamente africanos, criados e misturados por jovens Angolanos, entusiastas e impulsionadores do estilo musical, adaptando-se a forma de dançar, soltando a anca para os lados em dois tempos sutilmente, caracterizando o movimento do bailonço duplo.
Da dança Sul-Africana denominado " Xigumbaza ", que significa confusão, que era dançada pelos escravos mineiros, enquanto trabalhavam mudos, e surdos só as vozes das botas se faziam ouvir como um canto de revolta, adaptando-se ao estilo musical Kuduro nasce, o Esquema ou Dança da Família.
Dança da Família por ser dançado geral em grupo exercitando o mesmo passo varias vezes em coreografia coordenada pelos participantes na dança. Dançada normalmente em festas ou em discotecas



Você pode encontrar mais informações sobre essa cultura maravilhosa no site do MEC. http://portal.mec.gov.br/component/tags/tag/34019

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Edna Alves da Silva
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segunda-feira, 24 de julho de 2017

Filosofia e Educação: elucidações conceituais e articulações - Cipriano Carlos Luckesi


Síntese do Capítulo 1
  
O autor articula a Pedagogia com a Filosofia, sob a ótica educacional, esclarecendo que a educação é exercida conforme conceitos teóricos, e a prática pedagógica esta vinculada a uma concepção filosófica, nos levando a refletir sobre o significado de Filosofia na pratica da vida humana.

Compreendendo que segundo Luckesi, Filosofia é um corpo de conhecimento que envolve o ser humano. Esse conhecimento é construído conforme o tempo, inspirações e buscas do significado do sentido de nossas vidas. É a reflexão do nosso cotidiano, do simples ao complexo, desde a compreensão de nossa existência até o processo de toda nossa vida, oferecendo não só um entendimento, como também uma direção que nos dê sentido para percorrermos com ações coerentes. Segundo Politzer, define a Filosofia “como uma concepção geral do mundo da qual decorre uma forma de agir”.

Todos os seres humanos alfabetizados ou não precisam de esclarecimentos do mundo, e da realidade, sendo uma necessidade natural, não que venha a ser exatamente o chamado “filosofia de vida”, mas que conduzimos nossa vida através de valores, sendo uma reflexão crítica que norteia a vida humana.

A filosofia, portanto, não é somente a interpretação do que já vivemos, mas também a interpretação de nossos objetivos e desejos que estão por vir. É a Filosofia que nos motiva a agir, além de servir como transformação e revolução do nosso ser e da sociedade.
Quando temos o hábito de filosofar (procurar compreender nossa existência e significado ao mundo) temos a tendência espontânea de viver nosso cotidiano assumindo o “sendo comum”.

O autor propõe exercícios dimensionando o ato de filosofar. Em primeiro lugar, devemos entender que vivenciamos valores em todos os aspectos (familiar, profissional, social...), e devemos questionar quais são esses valores, tomando consciência das ações, assim entendendo qual direção que devemos tomar. Obviamente, por sua complexidade não teremos um “laudo” completo de todos os setores da vida, mas iniciamos uma segunda etapa que seria ter uma visão critica, passando para o momento da construção critica de valores, guiando a ação que decidimos tomar.

Segundo Luckesi devemos seguir da seguinte forma: Devemos providenciar um levantamento dos valores impostos. Posterior a isso, devemos questionar criticamente esses valores e seus significados, para depois desconstruir e  reconstruir esses valores, sempre com auxilio teórico e de pensadores.

O autor acentua a que a educação é movida e compreendida através de ações idealizadas pela Filosofia, sendo que a educação torna-se o veículo principal para a divulgação e a promoção do conhecimento filosófico. 

Luckesi, compreende que os valores que direcionam a prática educacional sustenta-se à partir de uma reflexão filosófica.


Entende-se por tanto que o capítulo 1, destaca que precisamos de alguma compreensão valorativa da vida e o ato filosofar é necessário para nos conduzir com significado em nossas ações, principalmente na área educacional.

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Luckesi, Cipriano Carlos.
Filosofia da Educação / Cipriano Carlos Luckesi. – São Paulo :
Cortez, 1994. – (Coleção magistério 2° grau. Série formação do
professor)

Espero que essa pequena síntese possa colaborar com sua pesquisa. 
Esse livro pode ser obtido também em PDF gratuitamente, aproveitem e baixam através do link:

http://www.biblioteca.sumare.edu.br/vinculos/PDF_OBRAS/3307_miolo.pdf

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Síndrome de Tourette



A síndrome de Tourette, também conhecida como síndrome de la Tourette (SGT ou ST), é um distúrbio neuropsiquiátrico que caracteriza-se por múltiplos tiques, motores ou vocais, que perdura por mais de um ano e normalmente instala-se na infância.
Foi primeiramente descrita em 1825, pelo médico francês Jean Marc Gaspard Itard, responsável por diagnosticar a afecção na Marquesa de Diampierre. Contudo, foi apenas em 1884 que esta doença foi denominada síndrome de Gilles de la Tourette, quando o estudando de medicina Gilles de la Tourette publicou um relato da patologia.
O número de casos dessa doença tem sido crescente, sendo provavelmente em consequência da maior disponibilidade de informações e conhecimentos sobre a enfermidade, por parte das equipes de saúde responsáveis por diagnosticá-la.
Normalmente, a síndrome inicia-se durante a infância ou juventude de um indivíduo, ocasionalmente tornando-se crônica. No entanto, habitualmente durante a vida adulta, os sintomas tendem a amenizar.
Na grande maioria dos casos (80%), a manifestação clínica inicial da doença são os tiques motores. Estes englobam piscar, franzir a testa, contrair a musculatura da face, balançar a cabeça, contrair em trancos os músculos do abdômen ou outros grupos musculares, bem como outros movimentos mais elaborados, como tocar ou bater em objetos que se encontram próximos.
Também  existem os tiques vocais, que abrangem ruídos não articulados, como tossir, fungar ou limpar a garganta e emissão parcial ou total de palavras. Em menos da metade dos casos, observam-se a coprolalia e copropraxia, que é a utilização involuntária de palavras e gestos obscenos, respectivamente; a expressão de insultos, a repetição de um som, palavra ou frase referida por outra pessoa, que recebe o nome de ecolalia.


O diagnóstico é apenas clínico, sendo baseado nos seguintes critérios:
  • Presença de tiques motores múltiplos e um ou mais vocais durante a síndrome, não necessariamente simultaneamente;
  • Ocorrência de tiques diversas vezes ao dia, quase que diariamente, ou intermitentemente, por mais de um ano;
  • Com o passar do tempo, varia a localização anatômica, o número, a frequência, complexidade, tipo e gravidade do tiques;
  • Início na infância ou adolescência (antes dos 18 anos de idade);
  • Inexistência de outras condições médicas que esclareçam os movimentos involuntários e/ou as vocalizações;
  • Testemunho ou registro de tiques motores e/ou vocais.

Não existe cura para essa desordem, mas há controle. Pesquisas têm evidenciado a importância da utilização de uma forma de terapia comportamental cognitiva, chamada de tratamento de reversão de hábitos. Esta se baseia no treinamento dos portadores da síndrome para que monitorem as sensações premonitórias e os tiques, com o objetivo de revidar com uma reação voluntária fisicamente incompatível com o tique.

Alguns fármacos antipsicóticos têm mostrado resultados positivos na diminuição da intensidade dos tiques, quando sua periodicidade se traduz em prejuízo para a autoestima e aceitação social. Em determinados casos, no qual os tiques são bem localizados, pode ser feito o uso da toxina botulínica.

Essas informações retirei de blogs, vídeos, filmes, disponibilizados na internet e conversas com amigos que convivem com a síndrome.

Indico a vocês um filme baseado em fatos reais MARAVILHOSO:
Filme Biográfico: "O primeiro da classe" 

Recusando ser abatido por sua aflição, um sofredor da Síndrome de Tourette, Brad Cohen promete se tornar um professor, superar a ignorância e o medo enquanto luta para que seu sonho se torne realidade.

Link do filme dublado na integra > https://www.youtube.com/watch?v=q6bLLKT1Wv4





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Edna Alves da Silva
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Perspectiva de um novo Currículo - Integração ou Inclusão

De acordo com Maria Teresa Mantoan, percebemos que a Educação Inclusiva não caracteriza-se somente as  crianças que apresentam deficiências físicas ou mentais, mas está sendo discutida amplamente que todas as crianças devem ser incluídas em sala de aula.

A educação utilizada em nossa cultura escolar impõe que todos os alunos aprendam as mesmas coisas e ao mesmo tempo. E é cobrado que seu resultado corresponda ao interesse estabelecido por terceiros e não por sua própria definição ou necessidade individual.

A inclusão seria a meta de uma educação com qualidade para todos, atendendo inclusive a proposta e meta do governo, por tanto o ensinar seria “dar conta” de uma escola que faz com que o individuo aprenda na sua medida e que se desenvolva plenamente segundo sua capacidade, visto que não necessariamente esse aluno apresente uma deficiência com laudos médicos.

Podemos então compreender que o currículo escolar deve conduzir o aluno à experimentar e vivenciar todas as possibilidades de aprendizagem, sem ter que propor “currículos” diferenciados para múltiplas necessidades, uma vez que personalizar a aula individualmente (focando a deficiência ou alguma particularidade e não a pessoa/aluno) motiva a exclusão dentro da inclusão, ou seja, o objetivo inverso.

Para Mantoan, uma boa escola não é aquela que faz um ensino diferenciado, mas sim é aquela que ensina para todos.

Podemos constatar que, para que um currículo atenda as perspectivas dessa educação inclusiva, basta parar de ignorar os documentos e orientações relacionadas a essa politica.

É obrigação do sistema de ensino oferecer, buscar e instalar recursos apropriados, reorganizar o ambiente físico, promover educação continuada aos profissionais, definir bem suas atribuições e principalmente exercer o papel da escola, sendo sempre um desafio, exigindo de todos os envolvidos (estado, gestão escolar, professores, pais e comunidade).


O ambiente escolar é o local que muitas vezes surge um problema de ordem social a ser resolvido, e é na sala de aula que muitos encaminhamentos levam a solução.

Bibliografia

Inclusão escolar : o que é? por quê? como fazer? / Maria Teresa Eglér Mantoan. — São Paulo : Moderna , 2003. — (Coleção cotidiano escolar)

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Declaração de Salamanca - Síntese


A tendência da política social passada duas décadas, tem constituído em promover a integração, a participação e o combate a exclusão. Inclusão e a participação são essenciais à dignidade e o desfrute dos direitos humanos.

Crianças e jovens com necessidades educativas especiais é atingir mais plenamente nas escolas inclusivas que além de todas as crianças do respectiva. O processo educativo é o maior integrador social.

O sucesso das escolas, inclusivas e o ambiente próprio igualdade de esforço concreto, não só dos professores e do pessoal escolar. Da convicção, empenhamento e boa vontade de indivíduos que constituem a sociedade. Currículo adequado, de uma boa organização escolar.

A psicologia inclusiva é a melhor forma de promover a solidariedade entre os outros alunos com necessidades educativas especiais e seus colegas. A situação relativa dos alunos com necessidades especiais, varia normalmente de País à País.

O recurso valioso para o desenvolvimento das escolas inclusivas é a identificação das com crianças com deficiências. Escolas regulares a responder as necessidades individuais dos seus alunos. A contribuição consiste na adequação dos conteúdos curriculares e dos métodos de ensino as necessidades individuais dos alunos. Formação de professores sobre necessidade educativa especial.

O planejamento educativo elaborado pelos governos deveria concluir-se na educação para todas as pessoas, todas as regiões do pais em todas as condições econômicas, através das escolas públicas e privadas.

A educação básica através dos programas de educação de adultos para alfabetizar e ensinar. As mulheres e os homens devem ter uma influencia semelhante na elaboração dos programas educativos. Enquadramento da ação para o planejamento no campo das necessidades educativas especiais. Ação locais, inspirados pela vontade política e popular de atingir a educação para todos.

A.   POLÍTICA E ORGANIZAÇÃO

Divulgação e estrutura que possa integrar aqueles com necessidades especiais, focando a educação para todos.
Medidas legislativas que abrangem e propiciam a igualdade entre ecrianças, jovens e adultos na educação desde primária até terciária.
Resoluções extras em todos os campos sociais que promovam apoio e eficácia à legislação educacional.
Possibilitar com que a criança com deficiência deveria frequentar a escola próxima à sua casa, como é realizado com crianças que não possui qualquer deficiência.
Integrar as crianças com deficiência no plano nacional de Educação para Todos.
Assegurar atenção especial às crianças e jovens com deficiência, porém preparando para as práticas de autonomia.
Levar em consideração quais necessidades especiais individuais de cada um, garantindo suas particularidades.
Preparar a reabilitação comunitária desenvolvendo ações em serviços apropriados na educação, saúde, bem-estar e vocacional.
Políticas deveriam organizar movimentos para inclusão desde as estruturas necessárias até o meio social.
Organização e acompanhamento entre os responsáveis da área educacional e da saúde.
Autoridades nacionais e internacionais poderiam trabalhar de forma complementar.

B.   FATORES RELATIVOS À ESCOLA

O esforço e investimento financeiro, tanto para alunos em áreas urbanas e rurais devem ser articulados adequadamente para que a inclusão seja eficaz.
Flexibilidade curricular para atender as crianças com necessidades especiais, ou não, que necessitam de inclusão.
Elaboração curricular para interesses diferentes.
Adicionar apoio as crianças que necessitam de assistência extra, não retirando do currículo contexto que as prejudiquem.
O conteúdo da educação transmitido às crianças devem apresentar possibilidades de conhecimentos que as motivem para pratica-las.
As avaliações devem ser ferramentas de diagnósticos e apoio para novos desenvolvimentos, auxiliando sempre para superar dificuldades encontradas.
Disponibilizar apoio externo quando necessário, para desenvolver a aprendizagem.
Apoio tecnológico que apoie a escola, na comunicação, assegurando manutenção dessas ferramentas.
Reconhecer a responsabilidade e importância do desenvolvimento sustentável, cultural de natureza educacional e suas relações ao Acordo de Florença, expandindo à nível Nacional.
  
C – RECRUTAMENTO E TREINO DE PESSOAL DOCENTE

40 – Preparação adequada: educadores. Importante também recrutamento de professores com deficiência.
41 – Cursos de iniciação: para todos os estudantes, nível primário ou secundário. Competências exigidas, ensino de  qualidade com necessidades especiais de avaliação, adaptação curricular, uso de tecnologia, ensino individualizado. Preparação dos professores para exercerem a sua autonomia e aplicação dos conhecimentos na adaptação curricular e no ensino, colaborando com alunos especialistas e com os pais.
42 – Competências necessárias: Devem ser tidas na avalição dos estudos e na certificação dos professores.
43 – Documentação escrita e seminários para as autoridades locais, inspetores, diretores e professores orientadores, para desenvolverem sua capacidade de liderança.
44 – Formação em serviço: considerando as diversas e difíceis condições em que trabalham. Deverá realizar-se sempre que possível, através da interação, formação a distancia.
45 – Formação especializada em educação de alunos com necessidades especiais deve ser integrada no ensino regular.
46 – Repensar a formação de professores especializados para trabalhar e diferentes situações. Formação inicial abarcando todos os tipos de deficiência antes de englobar uma formação especializada numa ou mais áreas de deficiência especifica.
47 – Universidade: Papel consultivo no desenvolvimento da educação, investigação, avaliação, formação de formadores, programas de formação e produção de materiais. Cooperação entre universidades e instituição de ensino superior.
48 – Problema: Falta de modelos, alunos com necessidades especiais precisam interagir com adultos com deficiências que tiveram sucesso. Exemplos de lideranças e capacidades de decisão.

D – SERVIÇOS EXTERNOS DE APOIO

49 – Serviços de apoio: política da educação inclusiva. Garantindo que serviços externos estejam disponíveis para as crianças com necessidades especiais.
50 – Instituição e pessoal de apoio devem colaborar cm escolas regulares, servindo como centro de recursos, facilitando o acesso a equipamentos e materiais.
51 – Colaboração externa: agências, departamentos e instituições, professores consultores, psicólogos educacionais, terapeutas de fala e ocupacionais a nível local. Participação comunitária em grupos de escolas, incluindo também serviços não educativos, pois podem ter benefícios na contabilidade de todos os recursos existentes.

E – ÁREAS PRIORITÁRIAS

A integração das crianças e dos jovens com necessidades educativas especiais, a educação precoce para as crianças.
A educação precoce – incapacidades: reconhecer o princípio da inclusão e desenvolver de forma global
A educação de raparigas (meninas): a educação para as meninas com deficiência requer um esforço redobrado.
Preparação para a vida adulta – ativos economicamente: oferecer-lhes uma formação, em situações reais fora da escola.
Treino vocacional: para assim serem independentes, tendo a participação de organização competente.
Educação de adultos e educação permanente – programação e desenvolvimento: satisfazer as necessidades dos diferentes grupos de adultos com deficiência.

F – PERPECTIVAS COMUNITÁRIAS

Igualdade de oportunidades educativas das crianças com necessidades educativas especiais: progressos.
Colaboração dos pais – Compartilhada: pais e profissionais como parceiros uma tarefa especial e de suma importância.
Parceiros privilegiados: acolhe o tipo de educação
Colaboração cooperativa: orientar e apoiar o progresso escolar do seu filho, participar em casa e na escola.
Ouvir as organizações de pessoas com deficiência.
Participação da comunidade
Descentralização: participação da comunidade
Mobilização e orientação: participação de administração civil, autoridades educacionais, autoridades de saúde e de desenvolvimento, elementos responsáveis na comunidade e organização de voluntários.
Papel de organização de voluntários – organizações: avaliação de resultados e promoção da mudança.
Sensibilização do público – comunicação social: informar sobre novas técnicas educativas, dando exemplos de boas práticas e bons resultados.
  
G – RECURSOS NECESSÁRIOS
Escolas inclusivas, educação para todos.
Compromisso político, para se ter recursos adicionais e para orientar os já existentes.
O suporte e encorajamento dos governos são essências para conseguirem soluções eficazes e realistas.
Distribuição de recursos pelas escolas, para uma educação apropriada para todas as crianças, levando em consideração sua situação e suas exigências.
Talvez seja mais eficaz começar apoias as escolas que queiram promover a educação inclusiva, o apoio prestado e os meios disponibilizados, devem estar em relação com a natureza do pedido.
Recursos – formação dos professores de ensino que atendem alunos com necessidades especiais.
Ajuda técnica – educação integrada, ao desenvolvimento dos serviços de apoio a nível central e intermediário.
A combinação das perspectivas educativas e sociais em prol da educação das crianças com necessidades exige uma gestão eficaz de recursos.
A cooperação internacional entre organizações governamentais e não governamentais podendo ser representada em um papel muito importante no apoio e na promoção das escolas. As agencias governamentais e não governamentais podem juntar esforços. Muito importante tarefa da cooperação internacional em projetos – piloto que tem novas perspectivas e capacidades de realização.
Organização de parcerias regionais ou entre países com perspectivas semelhantes sobre a educação de alunos com necessidades especiais.
Sobre o progresso da inclusão na educação e no emprego deverá fazer uma parte em base de dados sobre a educação, estabelecendo pontos de referencias, de modo a facilitar este intercambio de informação.
Grande porcentagem dos casos de deficiência é o resultado da falta de informação, níveis baixos de saúde e pobreza. Tal medida irá, por sua vez, limitar a incidência e prevalência dessas deficiências.
A cooperação internacional deve apoiar seminários avanços para gestores da educação, tendo como objetivo a realização de estudos comparativos, bem como a publicação de documentos de referencia e a produção de materiais pedagógicos. Assim devendo colaborar no desenvolvimento de associações regionais e internacionais de profissionais empenhador na melhoria da educação das crianças e jovens com necessidades especiais.

As reuniões regionais e internacionais que tratam de temas pedagógicos devem garantir que as necessidades educativas especiais sejam encaradas como parte do debate e não consideradas como parte do debate e não consideradas como o problema à parte. A cooperação internacional e agências financiadas no apoio e no desenvolvimento de iniciativas para a educação, onde todos devem assegurar que a educação das crianças e jovens com necessidades especiais.

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Edna Alves da Silva
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Donald no País da Matemágica - E a percepção espacial



A percepção espacial também é conhecida por senso espacial. 


O ensino da Matemática as escolas começa geralmente pela contagem e números, isto é, pela Aritmética. No entanto, seria mais natural se começasse pela Geometria, pois as crianças percebem primeiramente formas, cores, sons, e não quantidades. Sabemos que as primeiras noções infantis, tais como, perto/longe, dentro/fora, aberto/fechado, aqui/lá, para cá/para lá, junto/separado, parte/todo, são adquiridas com um forte auxílio da percepção espacial. Por isso, esta deveria receber especial atenção da escola.

A importância que a percepção espacial assume no desenvolvimento infantil torna-se maior ainda se considerarmos que a criança se utiliza dessa percepção para ler, escrever, desenhar, andar, jogar (com objetos ou com o próprio corpo, sobre tabuleiros ou em quadras), pintar ou escutar música. Portanto, a percepção espacial da criança não serve apenas para auxiliá-la na exploração das formas geométricas, embora quanto maior ela for mais fácil será a aprendizagem da geometria.

O vídeo apresentado (Pato Donald no País da Matemágica) leva crianças e adultos à reflexão sobre a importância e a insubstituível prática da matemática em toda relação humana, valorizando a aprendizagem da contagem desde a primeira infância. O curta-metragem é uma viagem em um mundo de fantasia onde as árvores têm raízes quadradas. Disney usa a animação para explicar o pentagrama que contém a regra de ouro e, baseado nele, explica a relação de proporção do retângulo de ouro, que representava para os gregos a lei da beleza matemática.

As habilidades que podem favorecer o desenvolvimento da percepção espacial para as crianças aplica-se na discriminação visual, memória visual, (de) composição de campo, conservação de forma e de tamanho, coordenação visual-motora e equivalência por movimento.

Quando propiciamos atividades lúdicas, as crianças constroem através de brincadeiras, estruturas de aprendizagem. A mesma metodologia oportuniza a compreensão da matemática quando existe a experiência de contagem, em diferentes contextos e de variadas formas.


O ensino das crianças pequenas está relacionado às suas necessidades, fator essencial para não desviá-la de sua vivência imediata, espontânea e imaginativa. Portanto, o que aprende está relacionado ao interesse que é despertado nas atividades realizadas em sala de aula. Despertar o interesse, com proposição de atividades participativas, estimula sua atenção, criatividade e imaginação. Consequentemente, o ensino se transforma em um mundo mágico, com o qual a criança relaciona-se ativamente

Referencias

LORENZATO, S. Educação Infantil e percepção matemática. Campinas, SP: Autores Associados, 3.ed., 2011. (Coleção Formação de Professores).

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Edna Alves da Silva
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Qual importância da didática e da prática do professor para a atividade docente?

A História da Educação vem mostrando, nos últimos anos, como os professores e a função docente foram se constituindo como uma profissão, desde o século XIX. Naquele tempo, havia vários modelos de escola e, portanto, havia diferentes tipos de professores.

A profissão docente mobiliza e requer, na sua formação e na sua efetivação cotidiana, um conjunto bastante vasto de saberes, que ele classifica em quatro tipos: saberes profissionais ou pedagógicos, saberes disciplinares, saberes curriculares e saberes experimentais.

Os professores tendem a se apegar aos saberes provenientes da sua experiência, na medida em que são os únicos que eles podem controlar. Esse conjunto de saberes experimentais é que vai constituir a cultura docente num determinado momento e ser usado como parâmetro para professores poderem avaliar a sua formação, as reformas pedagógicas propostas e os próprios modelos a respeito do que é ser um bom profissional do ensino.

A autora do texto procura abordar conceitos de concepções de ensino e de aprendizagem destacando as decisões didáticas realizadas, no momento prático das aulas, na observação do aluno ou quando planeja seu curso.

Considera-se relevante à didática, enquanto instrumento, para o processo de ensino e aprendizagem. Pois a prática pedagógica efetivamente produz frutos quando o ensino é encarado como uma ação sistemática, que tem um foco traçado, métodos escolhidos e recursos adequados a serem utilizados.

É fato que uma das funções do professor é a organização e o planejamento do ensino, recorrendo constantemente à escolha de uma didática apropriada e eficiente, adequada à realidade da turma e aos conteúdos escolares, respaldando-se, simultaneamente, nas finalidades que pretende alcançar.

Quando o profissional de educação reconhece a importância da didática, está admitindo que teoria e prática são indissociáveis no processo de ensino e aprendizagem, já que, como ramo específico da pedagogia, investiga os fundamentos, as condições e os processos próprios para a construção do conhecimento. É necessário uma ação reflexiva no processo de ensino e aprendizagem, sendo indispensável a estimulação no aluno a necessidade de aprender. O professor deve aprofundar-se no contexto que cada aluno esta inserido, para utilizar recursos didáticos criativos e interessantes. O professor deve ser organizado e ao mesmo tempo flexível para atender as diversas expectativas e realidades que a sociedade impõe.

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"ENTRE RIOS" - a urbanização de São Paulo - Como utilizar esse vídeo nos Anos Iniciais





“Entre Rios – A Urbanização de São
Paulo”
Documentário sobre a urbanização de São
Paulo, com o enfoque geográfico- histórico, permeando questões sobre o meio
ambiente e política.

Para os alunos do Ensino Fundamental I (anos inicias – de 1º ao 3º anos) podemos levantar os conceitos de lugar, paisagem e a importância dos rios e seus contextos históricos para a sociedade.

O tema desperta interesse para o ouvinte/telespectador, por tratar-se de um assunto do cotidiano que engloba a sociedade. A abordagem assemelha-se as aulas de Geografia quando é discutida a paisagem, e de História quando a pesquisa aprofunda-se em uma investigação qualitativa de seus valores, crenças, hábitos, atitudes, desenvolvendo uma interdisciplinaridade quando é percebida a modificação da paisagem e sua complexidade histórica e social.

A partir desse vídeo podemos estimular o aluno a desenvolver algumas capacidades cognitivas: observar, descrever, comparar, relacionar e concluir.

Podemos trabalhar com os alunos uma geografia crítica, discutindo a paisagem associada
ao espaço vivido pela sociedade. 
O professor de séries iniciais geralmente apoia-se a livros didáticos que muitas vezes descartam a inovação conceitual de Geografia, permeado por indefinição e confusão.

A Geografia leva o aluno a compreender de forma mais ampla a realidade, por esse motivo deve ser inserida desde o ensino fundamental, para que adquiram conhecimentos, e possa em um futuro próximo interferir no espaço geográfico de maneira mais consciente e propositiva.

Quando se fala de paisagem, somos levados a lembranças de nossa infância, e por muitas
vezes quando solicitado para representarem através de desenhos, geralmente, utilizam os mesmo detalhes, pois eram as nossas referencias que absorveríamos em sala de aula. Com o tempo e ainda hoje, o conceito vem sendo modificado, sendo construído em outras perspectivas, expressando as marcas da história de uma sociedade.


O estudo de Geografia possibilita, aos alunos, a compreensão de sua posição no conjunto das relações da sociedade com a natureza, como e por que suas ações, individuais ou coletivas, em relação aos valores humanos ou à natureza, tem consequência, tanto para si como para a sociedade, também tem como objetivo despertar o sentimento de pertencer a uma realidade, com o poder de participação, transformação e responsabilidade, esse sentimento faz parte de um processo, essa construção pode e deve iniciar nas primeiras etapas da escolaridade.

Estudar a paisagem local ao longo dos primeiro e segundo ciclos é aprender a observar e a reconhecer os fenômenos que a definem e suas características; descrever, representar, comparar e construir explicações.

Isso também se pode observar e enaltecer o trabalho desenvolvido na disciplina de história nos anos iniciais, assim é realizado um treinamento desde cedo para que os alunos relacionem fatos, confrontando pontos de vista.

História é uma disciplina passível de múltiplas abordagens - que até há pouco tempo não
estavam em sala de aula, mas que hoje devem ser vistas com destaque.

Desde a publicação dos PCNs, temas como ética e pluralidade cultural passaram permear o ensino da disciplina, hoje o intuito é explorar as diferentes identidades que existem dentro de uma nação, tornando os alunos sabedores da diversidade cultural de sua época.

Espero que essas dicas possam colaborar em seu planejamento de aula :)

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Edna Alves da Silva
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